26 de fevereiro de 2010

"Adeus"

ADEUS

Adeus...
Hoje recebi certa ânsia...
Parece que é o meu dia...
A certeza que trago da infância...
Talvez, chegada à minha hora...
Acho que é o momento...
De estar indo embora...
O tempo rouba o pensamento...

Então resolvi registrar...
Posso não conseguir falar...
Foram muitos acontecimentos...
Misturas de sentimentos...
Mas com sinceridade...
A quem tive amor, eu amei...
Também outra verdade...
A ninguém, odiei...

Desculpas, não vou lhes pedir...
O que fiz está feito...
Sei, não fui o cara perfeito...
Mas procurei progredir...
Entre erros e acertos, aprendi...
Exemplos segui e deixei...
Assim vou despedir...

Tive motivação e conduta...
Humildade, respeito e esperança...
Jamais abandonei minha fé...
Nela foi que me criei...
Assim neste mundo passei...
Às vezes chorando, outras sorrindo...

Esta foi minha luta...
Este fica de lembrança...
Então um tchau ou até...
Reencontrá-los-ei de novo eu sei....
Na minha crença, me preparei...
Beijos, com saudades, agora, estou indo...

À Deus.

07/10/06

"Tirando a venda"

“TIRANDO A VENDA”


Uma das filhas de Zeus e Têmis.
Para os Gregos Diké,
De olhos abertos, assim é.
Aos Romanos Iustitia,
De venda, a meu ver, não devia.

Vendada no séc. XVI por artistas alemães.
Que acredito não entender as questões.
Imparcialidade e igualdade aos homens sim.
Mas uma visão ampla aos atos e ações.
Atentando para os meios e os fins.

Não há em litígio, diferença entre as partes.
Sejam ricos, pobres, humildes ou poderosos.
Que me desculpe as artes!
Mas temos que enxergar para veredictos honrosos.

Tirando a venda eu entendo,
Para servir a todos em comum.
E estarem, os Magistrados, sempre vendo.
Tendo as sentenças erro algum.

Muitas vezes o justo difere do legal,
Então passamos à justiça a palavra final.
Num ato de confiança e entrega,
Logo ela não pode ser cega.

Numa corrente moderna e futurista,
Na certeza de que a OAB acate e entenda.
Que me desculpe o artista!
Mas proponho que tirem a venda.

19/07/09

"Agenda"

AGENDA

De “A” até “Z”,
Escrevi pra você,
Sem nenhuma emenda,
Ficou assim a minha agenda.

Em “A” , desenhei nosso amor,
No “B”, encontrei os seus beijos.
Corações cruzados em “C”,
O destino marcou este dia.

Esperança estampada em “E”,
Na felicidade firme dos filhos.
Do “G” o grande gostar,
“H”, homenagens e história.

Ilustrações e inspirações sem iguais,
Juntos ficamos em Junho.
O “L”, trás as lembranças,
De que em “M”, busco muito mais.

Novo norte em nós,
Obrigado, pelo seu olhar,
O “P”, projeta a paixão,
Querendo só por querer.

A razão, refaz o sentimento,
Que no “S”, seu nome soma ao meu.
Tudo é ternura com o tempo,
E “U”, me diz que és única.

Você, minha vida agora,
Xeque-mate do meu xadrez,
E zeloso retorno ao “A”.

27/10/03

"Atleticano"

ATLETICANO


Na vida há coisas mensuráveis,
Outras inexplicáveis.
Umas, ao alcance da mão,
Outras, apenas do coração.

Estas, são únicas e raras
E por isto são caras.
Mas não se atribui um valor,
Pois são algo do amor.

A força, a fé e a esperança,
De um hino, que se aprende em criança.
O preto e branco são as cores,
Às outras, nunca serão melhores.

Isto é coisa de sentimento,
Aos outros não cabe julgamento.
Somente sendo um para crer
E isso nos faz viver.

A paixão é a realidade.
O amor, a nossa verdade.
Atleticano nasce Atleticano.
Somente Deus é soberano.

17/12/05

"Firme e forte"

FIRME E FORTE

Esta é minha arte
A levo em toda parte
Sempre firme e forte
Não tenho medo da morte

Acordo as seis da manhã
De corpo e mente sã
Vou a procura da rima
Assim que é minha sina

Com a viola apaixonada
Ponho o pé na estrada
Meu companheiro é quem me conduz
Este guia se chama Jesus

Tristeza não me domina
Pois tenho quem me anima
Para espantar o meu pranto
Chamo o Espírito Santo

Meu trabalho é gratificante
Nesta vida emocionante
Levo conforto aos filhos meus
Dando graças à Deus.

14/06/03

"Entre quatro paredes"

ENTRE QUATRO PAREDES



Entre quatro paredes,
Cria-se um mundo particular.
Onde nele tudo pode acontecer,
E às vezes por nada interessar.
Da manhã ao anoitecer.

Entre quatro paredes,
É simples questão de conjuntura.
Vinculado ao estado emocional.
Situação de encontro ou ruptura,
Contemplando o racional.

Entre quatro paredes,
O julgamento lhe traz,
A conquista da paz.
Você é o seu juiz,
Fazendo a escolha de ser feliz.

Entre quatro paredes,
Existem a alegria e a dor,
Também o frio e o calor,
Que diferenciam por reflexo,
O amor do sexo.

Seu limite de imaginação ultrapasse.
Desfaça de uma visão cega,
Pois a vida nasce,
Ou a morte chega,
Também entre quatro paredes.

24/02/10

"Perder"

PERDER


Não nos ensinaram a perder.
Isso não faz parte da cultura humana.
Contudo a perda nos faz crescer,
Podendo até parecer filosofia insana.

Toda perda traz consigo uma dor,
Que certamente nos faz sofrer,
Por um objeto, jogo, alguém ou amor,
Mas é sábio aceitar perder.

E a verdade tem de ser dita,
Não tenha medo de tentar,
Só ganha quem acredita,
De novamente recomeçar.

Melhor a decepção de não haver conseguido,
Do que a covardia de não ter tentado.
Pois fica o valor do conhecido,
Em detrimento do arrependimento frustrado.

Perder está na escola da vida,
Também em livros se aprende.
Somente com a experiência adquirida,
Nem sempre ganhar, a gente entende.

Nossa conduta está na palavra prometida,
Não existindo maior verdade,
Perdendo a vida,
Ganhamos à eternidade.


24/02/10

"De amantes"

DE AMANTES

Pedras sobre pedras.
Garimpadas a dois,
Ou retiradas do caminho.
Se problemas surgirem depois,
Irá requerer sabedoria e carinho.

Enfrentando quaisquer circunstâncias.
Nos percalços de cada dia.
Buscando a perfeita união,
Semeando paz e harmonia,
Alimentando o coração.

De quem de fora está,
Não importa o julgamento.
A solução está em conversar,
Fortalecendo o sentimento,
Conjugando o verbo amar.

Tornar sempre belo,
Lapidar a pedra bruta.
Em elogios constantes,
Com respeito e conduta,
Para o brilho de amantes.


12/01/10

"Nada pra fazer"

NADA PRA FAZER


Nada pra fazer eu tinha,
Eu não tinha nada pra fazer.
Então peguei lápis e papel,
E logo comecei a escrever.
Surpreendentemente fiz uma linha,
Assim fui da terra ao céu.

Viajando por este mundo,
Também no da fantasia.
Com orgulho de vagabundo
Rabiscando poema ou poesia.
Não que eu seja, um grande vadio,
Mas é assim que eu crio.

Voltando ao passado, sem muita ânsia,
Como era bom meu tempo de infância!
Retornando ao presente e o futuro projetando,
Indo e voltando, na mente vou viajando.
Registrando as lembranças no emocional,
Arquivo ou acervo não tem igual.

Alegrias, tristezas, vitórias e derrotas,
Amores, ódios, choro, riso e oração.
Sentimentos misturados em algumas notas,
Fazendo pulsar rápido, o forte coração.
Aí vou matando o tempo à escrever,
Antes que ele me mate, sem nada pra fazer.



03/02/04