2 de março de 2010

"INTRODUÇÃO - cartas de um Menino Moço"

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Av. / Rua / Praça ... – Bairro...
Cidade:...- UF:...
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As cartas são endereçadas aos destinatários, sendo de diversas formas, cores, tamanhos e objetivos.

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Av. / Rua / Praça ... – Bairro...
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Identificadas e seladas pelos remetentes são enviadas pelos correios.

Era o início dos anos 80, quando e como milhares de fãs do Rei Roberto Carlos, eu aguardava sua apresentação regulamentar de finais de ano pela televisão. Logo começou o show e entre uma música e outra, ia me interagindo com suas melodias. Após cada intervalo comercial, quando retomava a apresentação, uma repórter o entrevistava. E foi numa destas entrevistas que o ouvi falar sobre cartas de amor. Sendo questionado a este respeito, ele a respondeu mais ou menos com as seguintes palavras:
_ “Todas as cartas de amor, aos olhos de leigos, podem parecer ridículas”.
Pude observar, momentaneamente, a emoção e ao mesmo tempo o espanto da repórter. Parecia que havia ficado sem entender o que ele queria dizer. Logo o Rei, o maior cantor romântico e mais respeitado do Brasil.
Mas todo Rei, é por natureza Majestade e sabiamente percebendo a situação, deu a ela uma explicação, com a habilidade que lhe é peculiar:
_ “Os conteúdos de cada uma destas cartas, somente dizem respeito e interessam ao seu remetente e destinatário, ou seja, a quem escreveu e a quem irá recebê-las, pois trata-se de coisa íntima e pessoal, fazendo sentido apenas aos personagens protagonistas de fato e de direito”.
Foi então que comecei realmente a pensar como isto era uma grande verdade. E apesar de, naquela época, já ter tido muitas namoradas, poucas vezes havia escrito para alguma delas. Talvez por timidez ou vergonha, ou nem mesmo saber o que escrever, ou ainda, poderiam outras pessoas pegar pra ler, iriam rir de mim? Mas se uma Majestade está dizendo em rede nacional, sem medo de cantá-las, por que não fazer também? Claro que sem a menor pretensão de me comparar com ele! Apenas de seguir um bom exemplo.
E depois da narrativa acima, comecei a pensar e me aventurei tanto na realidade como na ficção a tentar escrever um pouco mais. Na realidade as minhas namoradas passaram a receber mais cartas e na ficção vim amadurecendo, na mente uma estória, que venho lhes relatar a partir daqui.
Esta estória poderia fazer parte da minha, da sua ou mesmo a do próprio Rei, sendo qualquer semelhança real, uma simples coincidência. Poderia dar vida ao personagem desde a infância, criando várias situações cotidianas, mas vou pular etapas, dando a ele uma maior idade, já a partir da fase adulta.
Então, esta estória inicia se assim:

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