10 de outubro de 2017

"O que é arte?"

O que é arte?


Segundo a definição da Encyclopaedia Britannica, arte é aquilo que é criado deliberadamente pelo homem como uma expressão de habilidade ou da imaginação.
Arte (do latim ars, significando técnica e/ou habilidade) pode ser entendida como a atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens tais como: 
Ø  arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita  literária, música, dança, televisiva, teatro e cinema, em suas variadas combinações, elitizadas e/ou populares. 
O processo criativo se dá a partir da percepção, com o intuito de expressar emoções e ideias, objetivando um significado único e diferente para cada obra e de caráter subjetivo, ou seja, intrínseco e individual, buscando despertar o prazer e a apreciação coletiva.
Contudo, a arte não é uma ciência e sim uma manifestação estética de emoções, expressões e comunicabilidade e que requer:
Ø  Habilidade em qualquer atividade que se baseasse em regras definidas e que esteja sujeita a um aprendizado e desenvolvimento técnico de modo inteligente e de forma racional,
Ø  Busque a recordação da história e a preservação de tradições, para a educação moral, ética, cívica, religiosa e cultural, para a consagração e perpetuação de valores e ideologias socialmente relevantes,
Ø  E ainda tenha uma função social, contribuindo para o desenvolvimento das sociedades e da fraternidade humana.
Portanto, não se pode confundir "Liberdade de Expressão", com "Libertinagem" pois as mais variadas formas de artes necessitam e têm por obrigação respeitar, todo e qualquer limite de crença religiosa, da dignidade humana, e ainda os preceitos éticos, morais e de bom senso, para que estas não sejam banalizadas e ao mesmo tempo, possam ser criticadas como ofensivas.
Realmente é "proibido proibir", mas convenhamos, que os direitos de um termina, quando começam os de outros...
Logo, senhores artistas, antes de exporem suas manifestações, façam antes as suas próprias auto críticas, para não se depararem ao ridículo, à vulgaridade, banalizar o que é realmente arte, respeitar e não afrontar os valores da dignidade humana, com a finalidade à uma educação sábia, sadia e de qualidade.

10/10/2017

Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG


25 de agosto de 2017

"Verba volant, script manent"

“Verba volant, scripta manent”

Trata-se de um provérbio,
com origem em latim,
pronunciadas por algum sábio,
que traduzidas ficam assim:

“Palavras faladas voam,
mas permanecem as escritas”!
Sem a pretensão de que as minhas ecoam,
mas cuidando, para que sejam benditas.

Não tenho com elas, tal intimidade,
melhor me expresso ao escrever.
Devo registrá-las com humildade,
para no futuro, se alguém as quiser ler.

Com modéstia, faço meus versos
e celebridade não almejo,
apenas os quero emersos,
transmitindo amor e paz, é o desejo!

Então, que estas jamais se percam
e, se possível, tragam felicidade.
Para que não pereçam,
as deixo na academia da imortalidade.

  
25/08/2017
  
Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG





26 de julho de 2017

"Desconexo"

“Desconexo”

7,3,A,6,V,5,4,M,C,2
O que vem depois?
Deixe-me! Fiquei tonto.
Já fui. Está pronto.

Banana não tem caroço.
E pra que asas? Se não voa!
Não tenho a corda no pescoço.
Tranquilamente fico à toa!

Cadê a coerência,
ou o elo de ligação?
Perdida a paciência,
já não há mais lição!

Busquei o meu violão?
Eu não sei tocar nada!
De chapéu e flor na mão,
pra procurar o fim da estrada.

Acho que quero ir embora!
Eu prefiro ir sozinho.
Mas já estou aqui fora!
Seguindo em qualquer caminho.

Cara! O homem já foi à lua.
E Daí? Nem assim conseguiram ver Deus!
Minha metade não é sua,

apenas abençoe os filhos meus!

Da noite pro dia,
é tempo de emburrecer...
e saltitante de alegria,
simplesmente endoidecer!

O amor subiu no telhado
e não há pra música a melodia.
O governo todo atrapalhado,
impondo ao povo a covardia.

O mundo é muito complexo,
sendo esse o reflexo,
também fico perplexo,
de uma vida sem nexo.

26/07/2017
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

27 de junho de 2017

"Tudo é poesia"?

Tudo é poesia?

Estava na primeira página de jornal:
“Tudo é poesia.”
Assim mesmo, com ponto final.
Uma afirmação, que qualquer poeta, jamais aceitaria.

Não sendo, portanto, este muito hábil,
até porque trata-se de informação,
assim teria que ser mais sábio,
para formar opinião.

Então resolvi rebater,
pois é uma afronta à literatura.
Como pode alguém nisso crer?
É desrespeito à cultura!

Poesia é a arte dos sentimentos,
no qual se encontra o autor,
nas alegrias e nos sofrimentos,
podendo expressar da frustação ao amor.

Contudo, poesia não se faz,
quando a dignidade humana é atingida,
onde o terrorismo fere a paz
ou quando se tira uma vida.

Também não, num acidente,
ou ainda pela corrupção,
de um estuprador demente,
ou de quem vai pra prisão.

Onde impera o preconceito,
seja de qual tipo for,
ainda na falta de respeito
e no ódio se sobrepondo ao amor.

Portanto, há várias situações,
das quais, não podemos dissertar,
pois pra estas, não existem razões,
sendo prudente ignorar. 

Logo, tomemos cuidado ao escrever,
porque em tudo necessita harmonia,
para que o leitor entenda, o que se quer dizer,
pois haverá momento, que nem tudo é poesia.


23/06/2017

Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

31 de março de 2017

"Pau-Brasil"

Pau-Brasil

Cientificamente, Paubrasilia enchinata,
bela madeira de lei,
na Mata Atlântica a origem nata,
que outrora, da floresta, era rei.

Sua flor amarela e vermelha
com fruto em vagem entre espinhos.
Este ao Ipê se assemelha,
que no comércio estrangeiro, abriram caminhos.

Estiveram próximo da extinção,
num desmatamento desenfreado.
Vindo de um imperador a conscientização,
qual reprimiu a demanda do mercado.

Nossa árvore símbolo, hoje em dia,
ela, ao país, o nome emprestou.
Aos preservacionistas, é motivo de alegria.
 e ao mundo, suas belezas, divulgou.

És madeira de enorme robustez,
não sendo por pragas, atacada,
por isso a nossa lucidez,
em fazê-la representar a pátria amada.


31/03/2017

Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG




5 de janeiro de 2017

"Novo ano velho"!

Novo ano velho!

Nós, seres humanos, das criaturas de Deus, somos as únicas dotadas de razão. Portanto, apenas nós, temos a capacidade do discernimento.
Em virtude disso, nós somos os únicos que podemos fazer, por livre arbítrio, as nossas escolhas, distinção, separação e juízo, dentro das opções que nos são apresentadas pela vida.
            É neste escopo, que com o passar dos dias, os anos se findam para darem início à outros novos, época que estamos atravessando agora, donde vêm inúmeras comemorações e, dentre elas a passagem ou mudança de ano.
            Passagem ou mudança?
            - Respondo mais abaixo.
E é aqui que nos cabe o discernimento, pois segundo o dicionário:
            Passagem é: deixar para trás
            E Mudança: alteração, transformação.
            Digo isto, porque já presenciei, algumas vezes, em saudações de Réveillon, alguém retribuir assim:
            “Amanhã será um dia comum, igualzinho a todos os demais, não vai acontecer nada de diferente”.
            Pois é justamente, por muitos pensarem desta forma, que nos torna difícil a RENOVAÇÃO.
            Então, meus caros leitores, agora eu vos respondo:
            - Sim, os anos têm realmente sua passagem, ficam para trás, mas nós, os filhos de Deus, temos que fazer a mudança, a transformação, a alteração e, essa não necessita de ser de ano pra outro, pode acontecer no momento em que nós quisermos, mas nada impede de ser em comemoração a um ano novo, até porque é uma data sugestiva.
Mas mudança, meus amigos, é um processo intrínseco, ou seja, vem de dentro, é peculiar a cada um, portanto cabe unicamente, a cada qual a sua ação. Nós comunidade podemos até dar uma ajuda, ou mesmo um conselho, mas não podemos mudar você, esta atitude é exclusivamente sua, onde respeitamos, qualquer que seja a sua decisão.
            Fica aqui, este posicionamento, como uma reflexão, para que tenhamos um pensamento voltado a avaliação e agradecimento de tudo que nos aconteceu em 2016, na esperança de um 2017, com muito mais alegrias e realizações em prol de um bem comum, numa sociedade mais justa e igualitária.
            E neste contexto, gostaríamos de agradecer a todas as comunidades, que fazem parte da grande família da Paróquia São Judas Tadeu, mesmo não as citando aqui, para não cometermos a injustiça de esquecermos alguma, mas que durante esse ano de 2016, nos proporcionaram uma boa convivência e realizações, onde esperamos renovar em 2017, com as bênçãos de Deus.
            Obrigado a todos e, por tudo, que seja nossa guia o Espírito Santo, para que possamos realmente, de coração, dizermos uns aos outros:
            “Feliz ano novo, adeus ano velho”!


    05 de dezembro, 2016.

Antônio de Pádua Elias de Sousa