22 de novembro de 2017

"Aquele velho!"

Aquele velho!


Aquele velho:
Sujeito rabugento, cara sem noção!

Aquele velho:
Se acha dono e sabedor de tudo e quer ter sempre razão!

Aquele velho:
Que cara chato, não respeita ninguém e ainda exige obediência!

Aquele velho:
Ocupa meu espaço, meu tempo, os meus desejos. Ah, meu Deus, haja paciência!

Aquele velho:
Sujeito insistente, impertinente, inconsequente, que minha vida atrasa!

Aquele velho:
Que saco! Já está fazendo “hora extra”, será que não se manca. Vaza!

Aquele velho:
Está caducando, já deveria ter parado há muito tempo e nem sabe o que quer!

Aquele velho:
Tinha é que está rezando, pedindo a paz, se penitenciando, pra quando a hora vier!

Aquele velho:
Insensato, tirano e mal educado!

Aquele velho:
Por que não está agora do meu lado?

Você velho, onde estará?

Você velho, não mais me ajudará?

Você velho, meu avô, meu pai, e agora?

Agora! Me olho no espelho...

Perdoe-me. Saudades, muitas saudades...

Agora! Sou eu, aquele velho!


22/11/2017

Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG