3 de dezembro de 2016

"Chapecoense"

CHAPECOENSE

180 minutos, o tempo restante para o grande feito,
de serem os novos campeões,
mas mostram ao mundo, um outro jeito,
de como unir as nações.

Quis o destino, que tivessem a meta interrompida
e assim nos deixaram um legado,
pois, num último voo, perderam a vida,
ficando o mundo inteiro abraçado.

Ensinaram-nos que somos apenas rivais,
que podemos conviver em harmonia,
pois inimigos devemos ser jamais
e converteram os estádios à esta sintonia.

No sofrimento, mostram-nos como se faz,
colocando os torcedores lado a lado
e o futebol enfim encontrou a paz,
nas bandeiras brancas o seu recado.

Sou Mineiro e Atleticano,
então eles nos mostraram como se vence..
Na fé, na esperança e no amor ao ser humano,
somos todos Chapecoense.

 
03/12/16
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

7 de novembro de 2016

"Legado"

Legado

Aprendi na minha fé,
que esta sem obras é morta,
portanto, compartilhar é o que é.
como o pastor que suas ovelhas exorta.

Assim se faz um legado,
vivas bem o quanto puder,
feliz, alegre e apaixonado,
com aqueles que lhe vier.

Mas um dia terás de partir,
esta é a única certeza,
lhe cabe a opção de compartir,
tornando então um gesto de nobreza.

Encoraja sua família a doação,
disponibilizando seus órgãos e tecidos,
ofertando vida a mais de um irmão,
ficando todos agradecidos.

Exemplo nos deixou um rei,
doou seu corpo e se sangue,
desta forma também avirei,
acreditando que você consegue.

Deus confortará seus entes na dor,
eles terão nova família por agregado,
formada na união do amor,
e você em grande legado.

                                             
 22/03/2016

 Antônio de Pádua Elias de Sousa

6 de fevereiro de 2016

"Lágrima de Poeta"

Lágrima de Poeta

Há tempos eu procurava,
Na certeza que encontraria,
Confesso, por vezes, cansado eu ficava,
Mas mesmo assim insistia.

A fixa ideia de que existia,
Uma referência para beleza,
Dessas, que de longe, se irradia,
Deslumbrante tal qual natureza.

Acompanhada de muita simpatia,
Em um simples modo de ser,
A necessidade de demonstrar alegria,
Onde todos pudessem crer.

Indispensável mostrar bom humor,
Contagiar verdadeiramente era  preciso,
Como a delicadeza de uma flor,
Desabrochando em encanto num sorriso.

Foi então que lhe encontrei.
E olhando você de forma discreta,
Em seu rosto singelo admirei,
A lágrima sincera de poeta.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG

05/02/16

3 de novembro de 2015

"Um dia"...

"Um dia"...
Um dia, é certo, que nós iremos morrer,
mas em outros muitos tantos, necessitamos viver.
Um dia, portanto, nós iremos nos separar,
mas em outros muitos tantos, precisamos compartilhar.
Então antes que a saudade e a tristeza nos contamine,
é imperativo que tenhamos muito mais, o que nos anime.
Acredito que é fácil conseguir,
começando o dia, com um singelo sorrir.
Almejando a convivência em paz,
numa harmonia que nos satisfaz.
Jamais esquecer o sentimento do amor,
o nobre capaz de vencer qualquer dor.
Não existe uma pronta receita,
só é possível união e amizade pra quem a aceita.
Há muito sacrifício no nosso cotidiano,
mas é dotado de cérebro o ser humano.
A tecnologia encurtou distância, mas diminuiu a conversa,
o ideal é olho no olho, sem muito pressa.
Utilizemos as redes sociais,
mas não esqueçamos os abraços jamais.
Precisamos fazer nossa história,
deixá-la registrada em fotos, filme e memória.
Para que sejamos bem lembrados,
e em muitos momentos nunca esquecidos.
Tenhamos então como diretriz,
viver e fazer mais alguém feliz,
tendo a certeza que temos outro dia,
e que tudo finda, um dia...
Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG
03/11/15

11 de julho de 2015

"No silêncio do chimarrão"

No silêncio do chimarrão
  
No silêncio do chimarrão,
Eu conto a minha história.
Sem o filme da reconciliação,
Cenas ficam na memória.

Era 05 de julho,
No ano do tri mundial.
Por inexperiência ou orgulho,
Sem ser receptivo, muito menos cordial.

Suavemente, a “Adeus Ingrata”.
Ficou o Empório Darci.
A canção que hoje retrata,
Meu amor de Cacequi.

No Hermes da Fonseca, a buscava.
Todas as noites, eu me lembro.
Senti então que a distância aumentava,
Eu em maio e ela novembro.

Aquele amor de infância,
Que revi no carnaval do Grêmio Apolo.
Não soube valorizar sua importância,
E nestes versos agora me consolo.

Sentados lado a lado,
Perdi minha paixão.
Pagando o erro por ter me calado,
No silêncio do chimarrão.

 Antônio de Pádua Elias de Sousa 

 12/11/10