1 de fevereiro de 2019

"Mineira ação"


Mineira ação

O que era bom e bem feito,
de repente, tudo sumiu,
em avalanche de rejeito,
pela lama, sucumbiu.

Minas, chora hoje, suas esposas, maridos,
Irmãos, filhos, mães e também pais.
Ultrajes em corações feridos,
em nossa linda, Gerais.

O Brasil inteiro se sensibilizou,
com as autoridades do descaso.
Até o mundo se mobilizou,
diante de pouco caso.

Repetida a crueldade,
por ganância e ambição,
acaba-se agora a impunidade,
veredito da mineira ação.

De um povo, ordeiro e acolhedor,
na labuta e muita lida,
damos sim, ao dinheiro, algum valor,
mas jamais, maior que a vida.

Cenas chocantes de resgates,
honras à corporação,
mesmo com todos seus desgastes,
sentimentos firmes de superação.

Aqui temos muitos legados,
de sabores, ética e moralidade,
fica então um dos recados,
para preservação e sustentabilidade.

É com muita dor no peito
e nos olhos a emoção,
nosso protesto de rejeito,
assinamos o veredito, da mineira ação.

29/01/201


Antônio de Pádua Elias de Sousa        
 Formiga-MG


11 de janeiro de 2018

"Quantos anos"?

Quantos anos?

Quantos anos eu tenho?
Não interessa!
E quantos ainda terei?
Isso pouco me importa, não tenho mais pressa!
Apenas constato, que já vivi mais do que ainda viverei.

Portanto, por obrigação, a vida me fez maduro.
Onde colhi e também plantei, companheiros e experiências.
Alguns (mas) certos (as) e outros (as) errados (as).
Mas, é vero, que com todos (as) aprendi.
Assim fiz minha história.

Sou velho?
Não, de jeito algum, apenas a carcaça é que necessita de mais cuidados.
No entanto, o Espírito é juvenil, cheio de planos e boas ambições.
Mas, me reservo o direito de não ter de cumprir mais metas.
Logo, respeitem meu tempo.

Tempo, que aliás, é disponibilizado igualmente pra todos.
Apenas 24 horas por dia, se conseguirem executá-las!
Exercito hoje, mais a paciência e tolerância e menos,
a responsabilidade e o compromisso.
Mas respeitando-os de igual forma.

Meu melhor remédio está na oração.
Tomada diariamente, sem hora marcada e sem contra indicação.
Procurei deixar um legado.
Adquirido por hereditariedade.
Humildade, honra e honestidade.

Tenho certeza que faço o melhor que posso, ciente de que não sou infalível.
E a quem eu amei, eu sempre me expressei.
A propósito: Eu já falei que te amo hoje?
Na outra ponta, já tive raiva, mas nunca odiei.
Vivamos na harmonia e na paz, por muitos anos!

Amem.
Amém.

11/01/2018

Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

9 de janeiro de 2018

"Escreve um outro poema"!

Escreve um outro poema”!

É caso de admiração,
a insensatez do ser humano,
sendo difícil a compreensão,
que se supera a cada ano.

Dizemos ser os únicos racionais,
dotados de inteligência,
mas é mais pacífico o reino dos animais,
que apenas lutam pela sobrevivência.

Cotidianamente vivemos um terror,
gente na ganância de ter mais,
pondo em dúvida o amor,
fazendo pouco em busca da paz.

Não somos capazes de resolver um atrito,
por mais simples que este seja,
partindo logo para o conflito,
por qualquer coisa esbraveja.

Poder, religião, ideologias e políticas,
disputas que podem desencadear uma guerra,
por isso devemos ter autocríticas,
pra reconhecermos quando se erra.

Às vezes nos forçam a ser profetas,
o que se torna complicado,
pois apenas somos mortais poetas
e por muitos criticados.

Não somos os caras perfeitos,
mas temos algum discernimento,
dotamos também de defeitos,
quais deles, temos conhecimento.

Fiz este apenas para exemplificar,
qual me foi sugerido por tema,
após uma discussão ao trabalhar:
“escreve um outro poema”!


09/01/2018
Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG


25 de agosto de 2017

"Verba volant, script manent"

“Verba volant, scripta manent”

Trata-se de um provérbio,
com origem em latim,
pronunciadas por algum sábio,
que traduzidas ficam assim:

“Palavras faladas voam,
mas permanecem as escritas”!
Sem a pretensão de que as minhas ecoam,
mas cuidando, para que sejam benditas.

Não tenho com elas, tal intimidade,
melhor me expresso ao escrever.
Devo registrá-las com humildade,
para no futuro, se alguém as quiser ler.

Com modéstia, faço meus versos
e celebridade não almejo,
apenas os quero emersos,
transmitindo amor e paz, é o desejo!

Então, que estas jamais se percam
e, se possível, tragam felicidade.
Para que não pereçam,
as deixo na academia da imortalidade.

  
25/08/2017
  
Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG





26 de julho de 2017

"Desconexo"

“Desconexo”

7,3,A,6,V,5,4,M,C,2
O que vem depois?
Deixe-me! Fiquei tonto.
Já fui. Está pronto.

Banana não tem caroço.
E pra que asas? Se não voa!
Não tenho a corda no pescoço.
Tranquilamente fico à toa!

Cadê a coerência,
ou o elo de ligação?
Perdida a paciência,
já não há mais lição!

Busquei o meu violão?
Eu não sei tocar nada!
De chapéu e flor na mão,
pra procurar o fim da estrada.

Acho que quero ir embora!
Eu prefiro ir sozinho.
Mas já estou aqui fora!
Seguindo em qualquer caminho.

Cara! O homem já foi à lua.
E Daí? Nem assim conseguiram ver Deus!
Minha metade não é sua,

apenas abençoe os filhos meus!

Da noite pro dia,
é tempo de emburrecer...
e saltitante de alegria,
simplesmente endoidecer!

O amor subiu no telhado
e não há pra música a melodia.
O governo todo atrapalhado,
impondo ao povo a covardia.

O mundo é muito complexo,
sendo esse o reflexo,
também fico perplexo,
de uma vida sem nexo.

26/07/2017
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG