23 de maio de 2019

"VERDE"


Verde

Verde dos mais belos verdes,
a minha cor preferida,
ao admirar-vos, saberdes,
quanto encheis a minha vida.

Das matas e das florestas,
vos alegra sol e chuva,
as outras cores em festas,
que lhes caem como luva.

Nas hortas e plantações,
as demais vai sustentando,
alimentando as nações,
a fartura está gerando.

Sua cor nos enriquece,
verde é predileção,
juro-vos que se pudesse,
coloriria o coração.


21/05/2019

Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG


1 de fevereiro de 2019

"Medo da morte?"


Medo da morte?


Ei você!
Sim, você mesmo.
Está com medo da morte?
Da sua própria, ou de quem amas?

Esquece!
Ela é a única certeza.
Também sendo inevitável.
Ela chegará...

Raramente envia seus sinais,
sendo em sua maioria, de repente.
Às vezes vem mansa,
noutras brutal e cruelmente.

Nunca vindo de véspera.
Mas, jamais retarda.
Tendo, portanto, sua hora marcada.
E acredite:
Ninguém tomará o lugar do outro!

“Então viva, como não se fosse morrer,
para não morrer, sem ter vivido" e,
se possível, deixes um legado,
para que, de vez em quando, sejas lembrado.

Sejas nobre.
Construas e conserve.
Aprendas, ensine e eduque.
Crie e cuide.
Abrace e beije.
Distribuas carinho e alegria.
Espalhe a esperança.
Converse, não grite.
Compreendas e não reclame.
Sorria, mas também chore.
Festejas e silencie.
Ajude e solicite-a.
Cante e dance.
Coma e beba.
Faça o que goste.
Trabalhe e descanse.
Realizes os sonhos.
Busque e acredite.
Valorize as conquistas.
Não deixes para amanhã, o hoje.
Ame, não odeie.
Perdoe e também o peça.
Entendas o sentimento da gratidão.
Reze e ore.
Tenhas fé...

E lembre-se:
Há muito tempo,
alguém a venceu por você
e lhe aguarda.

Assim:
Não tenhas medo da morte!
Ela chegará...

01/02/2018

Antônio de Pádua Elias de Sousa.
Formiga-MG

"Mineira ação"


Mineira ação

O que era bom e bem feito,
de repente, tudo sumiu,
em avalanche de rejeito,
pela lama, sucumbiu.

Minas, chora hoje, suas esposas, maridos,
Irmãos, filhos, mães e também pais.
Ultrajes em corações feridos,
em nossa linda, Gerais.

O Brasil inteiro se sensibilizou,
com as autoridades do descaso.
Até o mundo se mobilizou,
diante de pouco caso.

Repetida a crueldade,
por ganância e ambição,
acaba-se agora a impunidade,
veredito da mineira ação.

De um povo, ordeiro e acolhedor,
na labuta e muita lida,
damos sim, ao dinheiro, algum valor,
mas jamais, maior que a vida.

Cenas chocantes de resgates,
honras à corporação,
mesmo com todos seus desgastes,
sentimentos firmes de superação.

Aqui temos muitos legados,
de sabores, ética e moralidade,
fica então um dos recados,
para preservação e sustentabilidade.

É com muita dor no peito
e nos olhos a emoção,
nosso protesto de rejeito,
assinamos o veredito, da mineira ação.

29/01/201


Antônio de Pádua Elias de Sousa        
 Formiga-MG


11 de janeiro de 2018

"Quantos anos"?

Quantos anos?

Quantos anos eu tenho?
Não interessa!
E quantos ainda terei?
Isso pouco me importa, não tenho mais pressa!
Apenas constato, que já vivi mais do que ainda viverei.

Portanto, por obrigação, a vida me fez maduro.
Onde colhi e também plantei, companheiros e experiências.
Alguns (mas) certos (as) e outros (as) errados (as).
Mas, é vero, que com todos (as) aprendi.
Assim fiz minha história.

Sou velho?
Não, de jeito algum, apenas a carcaça é que necessita de mais cuidados.
No entanto, o Espírito é juvenil, cheio de planos e boas ambições.
Mas, me reservo o direito de não ter de cumprir mais metas.
Logo, respeitem meu tempo.

Tempo, que aliás, é disponibilizado igualmente pra todos.
Apenas 24 horas por dia, se conseguirem executá-las!
Exercito hoje, mais a paciência e tolerância e menos,
a responsabilidade e o compromisso.
Mas respeitando-os de igual forma.

Meu melhor remédio está na oração.
Tomada diariamente, sem hora marcada e sem contra indicação.
Procurei deixar um legado.
Adquirido por hereditariedade.
Humildade, honra e honestidade.

Tenho certeza que faço o melhor que posso, ciente de que não sou infalível.
E a quem eu amei, eu sempre me expressei.
A propósito: Eu já falei que te amo hoje?
Na outra ponta, já tive raiva, mas nunca odiei.
Vivamos na harmonia e na paz, por muitos anos!

Amem.
Amém.

11/01/2018

Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

9 de janeiro de 2018

"Escreve um outro poema"!

Escreve um outro poema”!

É caso de admiração,
a insensatez do ser humano,
sendo difícil a compreensão,
que se supera a cada ano.

Dizemos ser os únicos racionais,
dotados de inteligência,
mas é mais pacífico o reino dos animais,
que apenas lutam pela sobrevivência.

Cotidianamente vivemos um terror,
gente na ganância de ter mais,
pondo em dúvida o amor,
fazendo pouco em busca da paz.

Não somos capazes de resolver um atrito,
por mais simples que este seja,
partindo logo para o conflito,
por qualquer coisa esbraveja.

Poder, religião, ideologias e políticas,
disputas que podem desencadear uma guerra,
por isso devemos ter autocríticas,
pra reconhecermos quando se erra.

Às vezes nos forçam a ser profetas,
o que se torna complicado,
pois apenas somos mortais poetas
e por muitos criticados.

Não somos os caras perfeitos,
mas temos algum discernimento,
dotamos também de defeitos,
quais deles, temos conhecimento.

Fiz este apenas para exemplificar,
qual me foi sugerido por tema,
após uma discussão ao trabalhar:
“escreve um outro poema”!


09/01/2018
Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG