5 de agosto de 2011

"Liberdade"

LIBERDADE

É muito bom,
É bom demais,
Ter o poder,
De fazer ou não,
O que se gosta,
O que se quer,
Sentir-se à vontade,
Para ir e vir,
À isso chamam,
De liberdade.

Todos têm,
Este direito,
É só saber,
Como dele usar.
Sem mal algum,
Ou mesmo danos,
À outros causar,
De ser ou ter,
A própria vontade,
Isto é,
Tua liberdade.

Poder escolher,
A quem amar,
Também no caso,
De perdoar
E o seu destino,
Saber traçar.
Preço pra ela,
Não existe não,
Mas é de graça,
Em sua mente
E coração.
Com muita paz,
A tal felicidade,
Assim se faz,
Mantendo sempre,
A liberdade.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
11/11/03

7 de maio de 2011

"Sinais"

SINAIS

“Minhas palavras não passarão, mas sim céus e terras”.
Atentos, pois fiquem todos que crêem.
Testemunho de Rei é verdadeiramente verdadeiro.
Existirão muitos que virão em seu nome, não credes.
Um somente é o Cristo, filho de Deus.
Sinais nos serão apresentados de variadas formas.

Vinde, vereis e acrediteis.
Isso, no entanto, não será o fim!
Nação contra nação, reino contra reino se levantarão.
Terremotos, escassez, ódios, traições, dores
E aflições onde até o amor se esfriará por causa de falsos profetas.

Essas coisas nunca ocorreram e jamais se repetirão!

Quando então será o fim? Fica a pergunta:
Um só tem a resposta! Sendo Ele o Pai.
Assim nos cabendo apenas a fé.
Tentados serão também inclusive os escolhidos.
Resta-nos, portanto, mantermos vigilantes.
Observando os sinais no céu, onde nas nuvens veremos o Filho do Homem em sua Glória!

Amem,
Amém.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
13/01/10

2 de abril de 2011

"Silhueta"

SILHUETA

Com a discrição de um olhar indiscreto,
Sem, contudo, poder chegar perto.
Pude ver com emoção,
A sombra de seu corpo em revelação.

A beleza de uma mulher menina,
Desenhando a parte feminina.
À mostra através de um box embaçado,
Sentindo o perigo do instinto ameaçado.

Muito difícil manter a postura,
Diante daquela conjuntura.
Confesso toda minha pequenez,
Mas é preciso manter a lucidez.

Fica então aqui em segredo,
É prudente ter medo.
Vou esperar pelo amanhã,
Quem sabe, age com a mente sã.

Bela silhueta não sai da lembrança,
Mas alimento ainda a esperança.
De que possas trazer-me a felicidade,
Na paixão de sua intimidade.

Mulher, a grande formosura,
Talhada como escultura.
A nudez com amor, sem pecado é rima,
Sendo de Deus a obra-prima.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
13/07/10

1 de fevereiro de 2011

"A CASA DA GENTE"

"A CASA DA GENTE"

Gosto muito de passear e viajar
Aos parentes e amigos visitar
Colocar as notícias e novidades no presente
Mas lugar bão, é a casa da gente

Não dispenso nenhum rodeio
Tem touro bravo, cavalo forte tô no meio
Mulher loura, negra e morena contente
Mas lugar bão, é a casa da gente

Pra alegrar tem cachaça e tem cerveja
Tem que ter dança, arrasta pé então veja
Uma tem que ser gelada e outra quente
Mas lugar bão, é a casa da gente

Na pescaria muita isca pra buscar o peixe
O grande eu trago, o pequeno peço que deixe
Tem de tudo, até mentira diferente
Mas lugar bão, é a casa da gente

As vezes tem campo, tem futebol
Com a galera me divirto na hora do gol
Sou Atleticano mais que doente
Mas lugar bão, é a casa da gente

Domingo na missa oro, rezo e o padre é meu amigo
Levo também toda a família comigo
Agradeço à Deus lá e constantemente
Pois é mesmo um lugar bão, a casa da gente.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
07/09/01
Formiga – MG

23 de janeiro de 2011

"Medos"...

"MEDOS"

Quando hoje eu acordei,
Senti uma sensação ruim,
Talvez pelas notícias que escutei,
Criando medos em mim.

Medo de sair pra trabalhar
E com o desemprego encontrar.
Medo de uma viagem fazer,
Podendo o terrorismo acontecer.

Medo de cumprimentar gentilmente,
Já não conheço esta gente.
Medo de dar um abraço amigo,
Será que não existe perigo?

Medo de mandar os filhos pra escola,
Seqüestro e as drogas que as vezes rola.
Medo de a mulher, sozinha sair
E num assalto cair.

Medo de não mais saber votar,
Em quem devo confiar?
Medo de adoecer,
O hospital vai me atender?

Como pode a convivência?
Com tanta violência!
Estes medos estão demais,
Precisamos viver em paz!

Percebi que eles, não são só meus,
São também os seus
E que, a nós do planeta consomem,
Tendo a culpa, o próprio homem.

Então, com fé devemos rezar,
Esperando a hora Dele voltar
E a todos, de novo ensinar,
Que a solução destes medos, é amar.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
29/10/03