1 de março de 2012

"A ARTE DE AMAR"

A ARTE DE AMAR

De onde é que vem?
Como é que nasce?
Quem é que tem?
Quando é que cresce?

Hoje foi a minha meditação,
Buscava a divina inspiração.
Queria enfim encontrar,
A arte de amar!

Em pensamentos fui viajando,
Com o brilho da noite me iluminando.
Percebi relatos de glória,
Quais têm registro na história.

No dom da paciência,
O sim com obediência,
O não com inteligência,
A doação com benevolência.

Na humildade por competência,
A dedicação por insistência,
Com a paz por influência,
Na união com condescendência.

A sabedoria como regência,
No exemplo da experiência,
Na virtude da consciência,
E a verdade por vivência.

A vida nos é dada por excelência,
Para humana existência.
A morte por consequência,
Tendo no espírito, purificação e essência.

Já tarde, uma estrela reluz.
Observei que a fé, à misericórdia conduz.
E a simplicidade de um Rei me seduz.
Concluí que a arte de amar está numa cruz.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
24/02/12

7 de fevereiro de 2012

"Folha de papel"

FOLHA DE PAPEL

Pensei hoje por você procurar
Mas resolvi que era melhor escrever
Já que não quer mais me ver
Peguei então tinta e pincel
E registrei aqui o meu modo de te amar
Nesta folha de papel

Fácil não foi tenha certeza
Dor rasgando o peito
Em solidão e tristeza
Olhe pra este sujeito
Como em banco de réu
Rabiscando esta folha de papel

Por estar magoado
Estão me deixando de lado
Já não encontro um amigo
Até parece castigo
Perdi também minha espora e chapéu
Mas ainda tenho a folha de papel

Faço então por companheiro
Aquele velho e bom mensageiro
Que agora vou chamar
Com a firmeza de um bravo coronel
Mandarei que vá lhe entregar
Esta folha de papel

No rosto uma lágrima rola
Busco envelope e cola
Aqui eu ti peço perdão
Abrindo o meu coração
Espero que traga de volta meu céu
Esta folha de papel

Antônio de Pádua Elias de Sousa
14/06/03

9 de janeiro de 2012

"Nunca pedir desculpas"

“NUNCA PEDIR DESCULPAS”

As pessoas nascem...
Ouvem, falam e crescem.
De quase tudo, um pouco aprendem
E com outras pessoas convivem.

Em seus ensinamentos é uma luta.
Assimilam mais o falar,
Em detrimento ao ouvir.
Transformando num erro de conduta.

Pois assim se originam as ofensas,
Mentiras, mágoas, humilhações,
Os insultos, desaforos, desrespeitos e palavrões.
Atos impensados, gerando agressões.

Experiências neste sentido,
Todos os dias nós temos,
Mas continuamos aí insistindo,
No erro permanecemos.

Viver de modo a nunca pedir desculpas é utopia.
Mas percebam que ideal seria.
Tenham isto como certeza,
Se fossemos dotados de humildade e nobreza.

Logo para não se arrepender
E muito menos, remorso ter.
Já que nunca impossível será,
Mudemos nossa postura agora.

O conselho é perdoar sempre...
E vejas e revejas seu modo de agir,
Para que tenhas durante a vida,
O mínimo de desculpas pedir.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
22/12/08

7 de dezembro de 2011

"SENTIMENTOS"

SENTIMENTOS

A vida me ensinou,
Não mexer e muito menos brincar,
Com os sentimentos alheios.
A história conta que a muitos castigou.
Independente do tempo ou lugar.
Em sacrifício de vários meios.

Ódio, paixão ou amor.
Tristeza e felicidade.
Pois não temos como medir a reação.
Que oscila entre alegria e a dor.
Sendo pequena a nossa capacidade,
De entendermos a nossa própria razão.

Parece filosofia inútil e insana.
Mas analise seus atos com cuidado.
Pensando em seus detalhes ao máximo.
Pois é muito complexa a mente humana.
Pra não ofender nem deixar magoado.
Aquele a quem chama de próximo.

Isso não é um conselho.
Até porque não sou capacitado.
Falo por mim neste momento.
Hoje me interagi com espelho.
Vendo um ser cheio e esvaziado.
Dotado de qualquer sentimento.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
21/07/10

7 de novembro de 2011

"Quando o amor é pouco"

“Quando o amor é pouco"

Nascemos, crescemos e vivemos,
Aprendendo a ter o amor,
Como base de sustentação,
Para os demais sentimentos e razão.

E nos relacionamos diariamente,
Com várias pessoas, crenças, raças e ideologias.
Interferindo em seu valor diretamente,
Aumentando ou diminuindo a sua magia.

Quando é intenso, que maravilha!
É quase tudo perfeito.
Mas quando o amor é pouco, que armadilha!
Achamos sempre um defeito.

Quando o amor é pouco,
Cale-se.
Ouça mais, falando menos,
Sem discussão, recolha-se.

Quando o amor é pouco,
Seja humilde.
Deixando transparecer a nobreza,
Para uma solução com certeza.

Quando o amor é pouco,
Use o bom senso.
Você é grande e capaz,
De buscar toda forma de paz.

Quando o amor é pouco,
Faça uso do respeito.
Este vai lhe ajudar,
A enxergar seu direito.

Quando o amor é pouco,
Case-se não.
O dinheiro ou sua falta,
Não sustenta a união.

Quando o amor é pouco,
Reaprenda a amar.
Você quer, você pode,
A felicidade encontrar.

Quando o amor é pouco,
Tente, insista,
Jamais desista....

Antônio de Pádua Elias de Sousa
14/06/09