10 de julho de 2014

"Em águas revoltas"

 “EM ÁGUAS REVOLTAS”

Em águas revoltas,
Tive medo e vacilei.
Apavorado e sem palavras,
Simplesmente parei.

Em águas revoltas,
Meus erros enxerguei..
Será que ainda dá tempo? Pensava!
Convicto, corrigi-los irei.

Em águas revoltas,
Uma coragem criei.
Revendo os conceitos,
Mais forte fiquei.

Em águas revoltas,
Novos rumos busquei.
Percebi que podia,
E acreditei.

Em águas revoltas,
Maiores planos tracei.
Agora renovado,
Eu recomecei.

Em águas revoltas,
Que lhe encontrei.
Não temo mais nada,
Assim viverei..

Antônio de Pádua Elias de Sousa
17/06/09


                                                                          




4 de fevereiro de 2014

"A arte de escrever"

“A arte de escrever”

Certo dia alguém me perguntou,
como faço para meus poemas criar?
Respondi que dependo do modo que estou
e assim tentei lhe explicar:

Tenho apenas duas fontes,
a primeira o fato real, o momento,
a segunda, fantasia aos montes,
e ambas movidas por sentimento.

Alguns vêm por acaso,
outros, simples reflexão.
É assim que extravaso,
a minha inspiração.

Portanto não existe segredo,
da vida é só tirar-lhe o véu,
ela nos conta o enredo,
e depois transportar pro papel.

Um dom tem seu início,
acredito que todos possam ter,
é uma questão de exercício,
a arte de escrever.



Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga - MG
07/01/14  


2 de janeiro de 2014

"Poetizar"

“Poetizar”

Viver é primário,
em cotidiano habitual,
portanto, poetizar torna-se necessário,
para uma convivência ideal.

Do ser humano
o sonho é fonte de energia,
entra e sai ano,
ele busca a alegria.

Assim sendo, ninguém
tem o direito de frustrar,
o sonho de alguém,
cabendo apenas respeitar.

Hoje em dia nos falta paciência,
o que nos impõe o exercício da inteligência,
quando aprendemos poetizar,
nos torna simples o verbo amar.

“Viver é preciso”
poetizar é grandioso.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga - MG

02/01/14   

24 de outubro de 2013

"Silêncio"


SILÊNCIO

Pisssssss...
Não precisas desta euforia.
Tão pouco deste alto som.
Podes ter alegria,
Com uma simples mudança de tom.

Acalme e cale-se.
“Não necessita de braveza,
Quando lhe basta a inteligência”!
Busque as resposta com clareza,
Exercitando a paciência.

Contenha-se em boa conduta....
Jogue fora a garrafa,
E destrua esta droga.
Pois isso é que lhe abafa,
O momento é de fazer roga!

Pisssssss...
Concentre-se e medite.
Ofereça os problemas seus.
Peça e acredite.
Apenas confie em Deus!

Sorria....
Mesmo acometido de doença,
Fortaleça a fé na crença.
Lembre-se daquele triste cenário,
Seus pecados ficaram no Monte Calvário.
 
Pense sozinho e em paz.
Não tem hora e nem lugar.
Essa voz é maior que um grito.
Pode humildemente rezar.
Este silêncio é bendito!

Pisssssss...

Antônio de Pádua Elias de Sousa
              11/01/10

8 de agosto de 2013

"Amar é um jogo"

Amar é um jogo

Amar é um jogo,
às vezes água, noutras vezes fogo,
o qual não basta querer,
é necessário saber.

Nele o franco se iguala ao forte,
vai requerer competência,
sem dispensar o fator sorte,
tendo o equilíbrio a benevolência.

Seu resultado jamais terá empate,
portanto não se deve ter embate,
sendo extremista no seu dever,
seus jogadores irão ganhar ou perder.

Sua essência é juntos jogar,
para o objetivo alcançar,
eliminando algo contrário,
sendo o único que não permite adversário.

É quando se cria a história,
na conquista uma glória,
na derrota a decepção,
transformada em desunião.

Quem de fora está não deve julgar,
mesmo sabendo jogar,
mantendo-se sempre imparcial,
pois outro jogo, nunca será igual.

Muito difícil seu aprendizado,
solicita de parceiro aliado,
devendo um ao outro compartilhar,
nas regras do jogo amar.

  
                                                       05/08/13
                                     Antônio de Pádua Elias de Sousa