15 de dezembro de 2010

"Meu Pai"

MEU PAI

Cresci ouvindo o conselho,
Daquele que é meu espelho,
Com atenção e muito respeito,
Firme e sério é o seu jeito.

Trabalho é o seu forte,
Aos filhos mostrava o norte,
Conduzindo pelo caminho certo,
E estava sempre por perto.

Muitas vezes, só e reservado,
A fé e coragem é o legado,
Sem ambição, mas de muita esperança,
Sua honestidade nos deu de herança.

Um amor diferente e contido,
A sociedade machista, o fez reprimido,
Disso quase nada falava,
Mas era assim que amava.

Dificuldades sei que passou,
Mas ajudar a todos, procurou.
O grande companheiro e amigo,
Que sempre esteve comigo.

Com ele, eu muito aprendi,
E hoje, quero retribuir,
Pedindo a Maior Mãe,
Que abençoe o meu Pai.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
11/12/03

5 de dezembro de 2010

"De repente"

DE REPENTE

De repente,
Paro e começo a pensar,
E logo passo a rascunhar,
Em momentos de inspiração e lucidez
Noutros de insensatez.

Primeiramente uma linha,
Logo depois a segunda,
Aí já emendo a terceira,
De repente está pronta a estrofe,
De alguém que ri ou de outro que sofre.

De repente, um bom tempo pensando,
O passado relembrando,
Analisando o presente
E projetando o futuro.
Sentindo sorrir e chorar, um coração duro.

Lá fora a natureza,
Nas ofertas de sua beleza.
Na mente pai, mãe e irmão,
Também a mulher e os filhos,
De repente, nova geração.

Assim o dia se esvai,
De repente a noite cai,
É que o tempo, não pode parar,
O trabalho, não posso esquecer,
Mas isto, necessito registrar.

Amigo, ouça o que vou dizer,
Se num sonho você acreditar,
Por ele lute e tente,
Pois pode acontecer,
Da morte chegar,
De repente...

Antônio de Pádua Elias de Sousa
17/07/03