15 de dezembro de 2010

"Meu Pai"

MEU PAI

Cresci ouvindo o conselho,
Daquele que é meu espelho,
Com atenção e muito respeito,
Firme e sério é o seu jeito.

Trabalho é o seu forte,
Aos filhos mostrava o norte,
Conduzindo pelo caminho certo,
E estava sempre por perto.

Muitas vezes, só e reservado,
A fé e coragem é o legado,
Sem ambição, mas de muita esperança,
Sua honestidade nos deu de herança.

Um amor diferente e contido,
A sociedade machista, o fez reprimido,
Disso quase nada falava,
Mas era assim que amava.

Dificuldades sei que passou,
Mas ajudar a todos, procurou.
O grande companheiro e amigo,
Que sempre esteve comigo.

Com ele, eu muito aprendi,
E hoje, quero retribuir,
Pedindo a Maior Mãe,
Que abençoe o meu Pai.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
11/12/03

5 de dezembro de 2010

"De repente"

DE REPENTE

De repente,
Paro e começo a pensar,
E logo passo a rascunhar,
Em momentos de inspiração e lucidez
Noutros de insensatez.

Primeiramente uma linha,
Logo depois a segunda,
Aí já emendo a terceira,
De repente está pronta a estrofe,
De alguém que ri ou de outro que sofre.

De repente, um bom tempo pensando,
O passado relembrando,
Analisando o presente
E projetando o futuro.
Sentindo sorrir e chorar, um coração duro.

Lá fora a natureza,
Nas ofertas de sua beleza.
Na mente pai, mãe e irmão,
Também a mulher e os filhos,
De repente, nova geração.

Assim o dia se esvai,
De repente a noite cai,
É que o tempo, não pode parar,
O trabalho, não posso esquecer,
Mas isto, necessito registrar.

Amigo, ouça o que vou dizer,
Se num sonho você acreditar,
Por ele lute e tente,
Pois pode acontecer,
Da morte chegar,
De repente...

Antônio de Pádua Elias de Sousa
17/07/03

13 de novembro de 2010

"90 Dias"

90 DIAS

Atravessando o mar.
Cruzando também o deserto.
Tinha uma esperança no olhar.
Estava com muitos, mas ninguem por perto.

A princípio o compromisso de 90 dias.
Buscava uma experiência nova.
Muito trabalho e noites frias.
Os sentimentos colocados à prova.

O Livro dos livros por companheiro.
Retornando ao antigo ofício.
Certificando o mínimo valor do dinheiro.
As ausências não valem o sacrifício.

90 dias são mil anos.
Esta é uma constatação.
Algumas ilusões e outros enganos.
Cabe o conselho para reflexão.

Melhor o pouco com muito,
Do que o muito com pouco.
Este é meu intuito
E a história de um louco.

90 menos um a cada dia.
Esta era a minha conta.
Para buscar de volta a alegria.
Que no deserto e no mar, está na outra ponta.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
13/11/10
Brazzaville - África

3 de novembro de 2010

"O começo do fim"

"O COMEÇO DO FIM”

Tudo na vida tem um começo,
E consequentemente o seu fim.
Concluímos portanto,
O fim inicia no começo,
Sendo o começo do fim.

Exemplos diversos poderia citá-los.
Não cabendo agora registrá-los.
Ficam então, para a imaginação,
Mas darei destaque à um,
Pois é a todos comum.

Em algum dia nascemos,
Viver, dom e a graça que recebemos.
Sendo assim o começo do fim,
O tempo de cada um, não é sorte,
Estamos a caminho da morte.

Vivemos ou fazemos história.
Em alguns momentos de glória.
Do começo ao fim.
O tempo nos dá o tempo.
Também do começo ao fim.

Mesmo este que ontem comecei,
E que hoje eu terminei.
Teve que ter seu começo,
Chegando agora ao seu fim.
Então que fique assim.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
07/07/07

18 de outubro de 2010

"Humildade"

"Apprendre à être humble,
achèter toujours la vérité
et ne vendre jamais votre sagesse,
l'honneur et la liberté."

"Aprenda a ser humilde,
compre sempre a verdade
e jamais venda a sua sabedoria,
honra e liberdade."

Antônio de Pádua
Republica do Congo - África

4 de outubro de 2010

"Outubro, mês das missões"

MISSIONÁRIO

Senhor, fazei de mim um missionário
E abençoai-me nesta missão,
Seu servo na instrução,
Em um projeto diário,
De ajuda ao meu irmão.

Meu coração iluminai,
Minh’alma purificai,
Aumente assim a minha fé.
A sua palavra quero levar,
À todos que dela precisar.

Sem falso moralismo e hipocrisia
E sim com transparência e sabedoria.
Em águas mais profundas quero pescar
E quantos mais eu ensinar,
Dai-me a força de continuar.

Que ser sempre otimista eu possa,
Que eu doe mais do que receba,
Que agradeça mais do que peça,
Que eu encontre e mostre o caminho
E que eu nunca esteja sozinho.

Nesta missão de paz,
De espalhar a beleza do perdão e amor,
Quero que me faça capaz,
Diminuindo a tristeza e a dor,
Em um projeto diário,
Fazei de mim um missionário.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
03/10/03

13 de setembro de 2010

"A arte de envelhecer"

A ARTE DE ENVELHECER


Em nossa vida há um constante aprender.
Desde crianças nós somos ensinados,
Sendo a arte de envelhecer,
O último dos aprendizados.

Muitos, tal ensinamento, reluta.
Creditam à própria idade seu conhecimento.
Tornando suas verdades como absolutas,
Estando aí, a maioria do erro no envelhecimento.

Necessitamos manter a humildade,
Para continuarmos aprendendo.
A experiência é um processo de continuidade,
De mente aberta colecionamos adendos.

Assim mantemos bons relacionamentos.
Sem nos tornar arrogantes, chatos e ranzinzas.
Fazendo do convívio, troca de experimentos
E prazer ao compartilhar as idas e vindas.

Amigos, filhos e netos,
Precisam sentir o contentamento.
Quando estiverem por perto,
Em simples conduta e comportamento.

A arte é um conjunto de regras ou tratado,
Requerendo, humildade, amor, paz e união
Envelhecer é ciência ao capacitado,
Para com habilidade atingirmos a perfeição.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
13/09/10

7 de setembro de 2010

"Virgínia"

“VIRGÍNIA”

É a primeira do clã,
Confesso que sou seu fã.
Veio em 87, no 7 de Setembro,
Uma grande surpresa, me lembro.

Não tínhamos a experiência,
Foi necessário muita paciência.
Mas uma enorme vitória,
Início de pais, nossa história.

Minha miss esta criança,
Que nos encheu de esperança.
De nos formar em família,
Eis a nossa filha.

Meu amor eu lhe dou,
Do jeito rude que sou.
De volta, recebo contente,
Ela é o orgulho da gente.

Amiga, companheira amorosa,
Faz da vida música e prosa.
Na benção Divina, valido a alínea,
À filha “Virgínia”.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
07/07/07

2 de setembro de 2010

"O Amor"

“O AMOR”

Ah! O amor, eis a questão!
Quando nasce, de onde vem,
sua forma, quanto tempo,
tem limite e para quem?

São diversos sentimentos.
Propriedade única dos humanos.
Mesmo palavra masculina,
sua origem é uterina.

Nasce do peito que amamenta,
no colo que acalenta.
Sendo firme, nas mãos que segura,
Demonstrando exemplo e ternura.

Espalha-se filial, fraternal e amigavelmente.
Somando-se e multiplicando-se.
Longo a cada um e a cada qual.
De formas diferentes, mas especial.

Renasce e intensifica, na união de corações.
Nunca comparável, se apenas genital.
Permitindo exageradas emoções.
Encontrando seu limite, a própria vida.

Ah! O amor...


Antônio de Pádua Elias de Sousa
29/09/08

24 de agosto de 2010

"Jardim do Éden"

JARDIM DO ÉDEN

A história registra o inicio da terceirização,
Quando, o mundo, Deus criou.
Delegando-o a Eva e Adão,
E tudo que nele existia, lhes entregou.

“Vejam! Isso tudo agora é seu.
Ide crescei e multiplicai.
Apenas respeitem o espaço que é meu.
Das árvores da vida e conhecimento não aproximai”.

Mas a ambição é desmedida.
A curiosidade traiu a obediência.
Em uma ignorância descabida.
Hoje pagamos à penitência.

Herdeiros de um pecado original.
Buscamos ainda a terra prometida.
Mesmo após o crucifixo e a ceia pascal.
Nós filhos damos pouco valor a vida.

Continuamos incrédulos e plantando discórdia.
Esperando que o Pai tenha, de mãe, um coração.
Onde nos mostrará toda Sua misericórdia.
Disposto a nos entregar Seu perdão.

Obedeçamos Suas leis de tal maneira,
Quem sabe a todos concedem,
De encontrarmos a habitação primeira,
E voltarmos ao Jardim do Éden?


Antônio de Pádua Elias de Sousa
29/07/10

16 de agosto de 2010

"Camisa do Galo"

CAMISA DO GALO

Dizem que todos temos direito,
De fazer um último pedido,
Fica aqui o desse sujeito,
Na certeza de que serei atendido.

O time, às vezes, não fazia por merecer,
Mas o amor é pela instituição.
Somente sendo um pra crer.
É que a força vem do coração.

Por vezes um sofrimento,
Na maioria garra e emoção.
Buscamos a explodir em sentimento,
A alegria de primeiro campeão.

Assim, como em final de campeonato,
Quando estiver deixando essa vida,
Com a vibração de Mineirão cheio e sensato.
Em minha última e decisiva partida.

Esta certeza eu tenho e não me engano.
Agora lhes escrevo e vos falo.
Nasci e morro Atleticano.
Enterre-me com a tradicional camisa do Galo.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
16/08/10
Formiga – MG

2 de agosto de 2010

"SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO"!

Sorria, você está sendo filmado!
Dizia o letreiro na repartição.
Fazendo-me retornar ao passado.
Para uma longa reflexão.

Desde que o mundo fora criado,
Por Deus Pai Onipotente.
No Jardim do Éden, deveria ter afixado,
À vista para todos ali presentes.

Para que a geração humana tivesse a consciência,
De que seus atos seriam registrados.
Ficando todos em evidência,
E que por eles serão julgados.

De todas as Suas criaturas,
Somos as únicas à sua semelhança e imagem.
Esperemos que as gerações futuras,
Possam registrar uma melhor filmagem.

Seu filho já pagou um preço injusto.
Tiraram-lhe a vida a toda sorte.
Mas deixou um legado com muito custo,
A Misericórdia venceu a morte.

Portanto, seguindo seus ensinamentos.
Com humildade de homem honrado.
Cumprindo Seus mandamentos.
Não esquecendo: Sorria, você está sendo filmado!

Antônio de Pádua Elias de Sousa 30/07/10
Formiga – MG

16 de julho de 2010

"Formatura"

FORMATURA

Filha, você sabe que até posso ter alguma intimidade com as letras, mas com as palavras, eu nunca fui muito bom, por isso resolver escrevê-las.
Gostaria, neste momento, de pedir licença para falar também em nome dos demais pais e mães, que não puderam comparecer na solenidade de formatura, mas com certeza onde estiverem estarão felizes e orgulhosos assim como eu estou.
Nesta noite, vocês estão coroando com êxito a oportunidade que a vida lhes deu, tendo um ótimo proveito desta, sendo que a muito de nós pais e mães, ela nos apresentou caminhos diferentes. Portanto estejam certos que nesta conquista, de certa forma, vocês estão realizando também um pouco dos nossos sonhos pessoais.
Nós tivemos o privilégio de acompanhá-los até aqui, mas estamos cientes de que agora vocês estão prontos e necessitam seguir carreira solo. Assim nos resta pedir a Deus que Ele continue lhes abençoando e lhes acompanhando sempre.
Obrigado pelo presente que hoje vocês nos proporcionam e tenham cada vez mais conquistas e sucessos tanto na vida pessoal, quanto profissional.
Parabéns lembrem-se sempre que amamos vocês e de que este diploma tem muito valor se seguirem os propósitos de Deus, pois a conquista é de vocês, mas é Dele a vitória.

“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”.

08/07/10

6 de julho de 2010

"Meus filhos"

MEUS FILHOS

Estas são palavras do Grande Pai,
Ide, crescei e multiplicai.
Deixai vir a Mim as criancinhas,
Pois delas o Reino do Céus é garantido,
Assim, nos meu filhos, a vida tem melhor sentido.

Por eles, tudo eu faço e nada me consome.
Quando pai eu me tornei,
A tradução maior encontrei,
Mais gratificante, prazerosa e bela
Para definição da palavra homem.

Na educação, cabelos brancos eu ganhei,
Responsabilidades tripliquei,
Felicidade, confiança e carinho jamais encontrado
A esperança no amor renovado.

Não os dou e muito menos vendo,
Mas um dia entregarei à alguém,
E desta forma eu entendo,
Porque novo amor, encontrarão também.

Meus, eles não são eu sei,
Para o mundo, eu os criei,
Mas minha vida encheu de brilhos,
Por causa dos meus filhos.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
28/06/03

14 de junho de 2010

50 Anos

50 ANOS

Pois é, meio século.
Branquearam meus cabelos e a barba.
Neste tempo aprendi muito e também ensinei algumas coisas.
E descobri ainda, que quase nada eu sei.
Arrependimento apenas das coisas que deixei de fazer, às outras valeram as experiências.
De uma forma ou de outra, aproveitei os erros e acertos.

Até aqui a vida me trouxe, daqui pra frente sou eu que vou levá-la!
Na verdade, tem um ditado que diz:
Você entra em uma mata somente até a metade dela, daí pra frente você já está saindo.
E como eu não pretendo viver 100 anos, há tempos já estou indo embora.
Mas espera aí, já enviei um e-mail ao seu Autor:
77 está ótimo, se for possível manter a sabedoria e saúde.
Ainda não recebi a resposta, mas é certo também de que quem cala consente!

Na minha declaração bens:
Uma supervisora, uma advogada, uma estudante do ensino médio, que falta pouco para definir a profissão, um acadêmico de engenharia, onde seus valores são imensuráveis.
Faltando braço pra abraçá-los, mas cabendo espaço no coração.
É claro que inclui nela, meus familiares e amigos.

Plantei muitas árvores e procurei proteger nosso habitat.
Na minha fé me criei e nela tentei evangelizar.
Assim rabisquei algumas palavras e escrevi alguns livros.
Agradeço a todos pela presença e a convivência.
Tenho muito mais a agradecer do que a pedir.
Logo:

Obrigado pelos 50 anos.

Amo vocês e que Deus lhes abençoe também, como fez a mim.


Antônio de Pádua Elias de Sousa.
14/06/10
Formiga - MG

10 de junho de 2010

"O Filho do Mundo"

O FILHO DO MUNDO

De mãos calejadas
E pés descalços.
Com a pele ressecada,
Por dificuldades e percalços.

Numa viagem bruta,
Vai abrindo espaço.
Seu trabalho é de muita luta,
Mas sem perder o passo.

Homem de poucas posses,
Sem ambição ao ter.
Bradando em altas vozes,
Sempre priorizando o ser.

Honra e verdade ao lado,
Simplicidade, fé, amor e paz,
Acrescentam seu legado.
Valores que não se desfaz.

Assim vai levando a vida,
Em pensamento poético.
As palavras lhe dão guarida,
No ensinamento profético.

Com sorriso curto e olhos tristes,
Boca anunciante e de olhar profundo.
Em seu caminho, tranquilo persiste.
Longe vai o filho do mundo.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
07/05/10
Formiga – MG -

2 de junho de 2010

Histórias de Chiquinho Modesto

Histórias de Chiquinho Modesto poderia também ser intitulado de Nossa história contada por nossa gente, pois as narrativas tratadas neste livro me foram relatadas ou por mim presenciadas, que agora venho prestar uma singela homenagem a minha querida terra natal: Formiga - MG

01- O cowboy e as estudantes.
02- O bêbado e o delegado.
03- O bode e o par de botinas.
04- A fábrica de queijos.
05- A vaca dentro da barraca.
06- Bombinha na escola.
07- O menino e mendigo.
08- Peão de rodeio.
09- O alfaiate Jota.
10- Ladrão de bicicletas.
11- O coronel e o barbeiro.
12- Bom aluno.
13- Antenas para varas de pescar.
14- A avó e os passarinhos.
15- O galo motoqueiro.
16- O atirador Queixada.
17- Invasão no quartel.
18- O rico pobre.
19- O homem da linha do trem.
20- Craque do futebol.
21- Jogo do ano.
22- Passeio na fazenda.
23- Fujões matadores de aula.
24- A primeira namorada.
25- Confissão de criança até 16:00hs.
26- Jogo de truco.
27- O mentiroso.
28- A grande família.

23 de maio de 2010

"Mistérios"

MISTÉRIOS

No século XVI falou um filósofo.
Seu nome, William Shakespeare.
“Há mais mistérios entre o céu e a terra,
do que possa imaginar nossa vã filosofia”.
Quem sou eu pra discutir com um mestre!
Mas gostaria de rever a tese e dizer:
“Apesar de infinitamente menor a distância,
existem mais mistérios entre o coração a razão do ser humano,
que possa imaginar nossa sensata antropologia”.
Pois vejam:
O homem pisou na lua.
A nossa tecnologia evoluiu tanto,
que fomos capazes de descobrir novos planetas e satélites.
Pusemos estações habitadas no espaço.
Recriamos em laboratório o Big Bang.
Cientistas criaram clones e genomas.
Mas o homem em si,
continua a cometer atrocidades com seus semelhantes.
Ele é tido como ser sábio, inteligente e consciente.
Recebeu em sua criação, o poder de cuidar de todos os outros seres.
No entanto não é capaz de viver social e comunitariamente.
Faz do poder a opressão.
Não difere humildade de humilhação.
Fica na dúvida entre o sim e o não.
Ignora o ter ao partilhar.
Pra sorrir outro tem de chorar.
Destrói pra construir.
Esqueceu a moral e a ética.
Confunde amor e ódio.
E desrespeita sem medo as leis de Deus
Por isso, juntos, vamos tentar descobrir,
Da razão ao coração, os seus mistérios.
Faço uso das palavras de Shakespeare para encerrar:
“To be or not to be: that's the question (Ser ou não ser, eis a questão).”


Antônio de Pádua Elias de Sousa.
22/05/10

4 de maio de 2010

"O Espelho"

O Espelho é meu novo livro, um suspense, onde um jovem padre procura desvendar o mistério que envolve a antiga moldura do século XVII, para ajudar a comunidade, onde mora, a fim de voltar a ter bom relacionamento, após a morte do velho sacerdote que os atendia anteriormente.
Trata-se de uma ficção que trabalha tanto a crença, quanto a sabedoria, em uma mistura de fé, bom senso e prudência.
Divirtam-se e boa leitura.

8 de abril de 2010

"Conselhos"

Este é meu novo livro à venda nos sites acima.
Aqui disponibilizo a introdução e o índice.
Divirtam-se.
Boa leitura e reflexão.
Um cordial abraço.

I- Introdução:

Diz o ditado popular:
“Se conselho fosse bom ninguém dava e sim venderia”.
A verdade é que durante nossa vida, estamos constantemente recebendo e/ou fornecendo diversos conselhos, às vezes podendo até parecer intrometimento, mas na sua essência, é sempre por uma boa causa, na tentativa de colaborar.
Isso é devido à experiência que adquirimos mediante uma situação vivenciada e gostaríamos transmitir para as pessoas com quem convivemos os bons frutos colhidos, pelas bem sucedidas e/ou evitarmos que tenham algum dissabor pelas más conduzidas, em função de acertos e erros cometidos.
Já disse anteriormente, em outro livro, que não desejo ser pretensioso em querer que meus escritos sejam um referencial para alguém. Eu apenas procuro por conceitos sobre algumas situações que possam servir de orientação à conduta de uma vida simples e serena, seguindo alguns princípios básicos e morais de bons costumes aos relacionamentos, não sendo relatados como regra geral.
Mais uma vez, estou aqui a redigir alguma coisa, para uma simples análise e reflexão, que modestamente, colhi durante minha passagem neste campo, sendo umas recebidas como aconselhadas e outras vividas, que agora as deixo para suas próprias críticas.
Segue então alguns conselhos que considero relevantes, que historicamente, foi dito que “na multidão deles, há sabedoria” e para que vocês possam, de uma forma ou de outra, se quiserem, aplicá-los no seu dia a dia

"Conselhos"

ÍNDICE

01- Em qualquer ocasião e situação, continuem amando Deus sobre todas as coisas e jamais Lhe faça julgamentos.
02- Amem e sirvam ao longo de sua existência, o seu próximo, do mesmo modo que nos foi ensinado um dia.
03- Respeitem por todo e sempre seus pais e lhes peçam todas as manhãs a sua benção, não esquecendo que, um dia, poderás ser pais também.
04- A vida de solteiro é ótima, mas é bom e sensato dividir suas alegrias e tristeza com alguém e se fores casar, faça-o por amor.
05- Criem seus filhos com amor e respeito, segundo a conveniência deles.
06- Divida seu tempo igualitariamente em 8:00 horas, para o sono, trabalho e família, pois assim um não cobrará a injustiça ao outro.
07- A melhor herança que podes dar aos seus filhos é a educação, em toda sua plenitude, mesmo que você não a tenha herdado.
08- Deseja ser feliz? Ótimo! Querer é 50% da conquista.
09- Evite fazer julgamentos, pois seus olhos podem servir de espelho.
10- Fuja ostensivamente de qualquer vício, porque se fossem bons, não receberiam o nome de droga.
11- Casamento perfeito é da prudência com volante.
12- Lembre-se temos dois ouvidos, dois olhos e apenas uma boca.
13- Se tens um sonho, busque realizá-los, sem se importar com a quantidade de “nãos” que receberá.
14- Jamais deixe uma criança ou adolescente sem respostas.
15- Você não precisa pedir sempre, mas se por acaso receber, jamais se esqueça de agradecer.
16- Sexo é bom e relaxante, mas tem algumas considerações a serem respeitadas, portanto cuide-se.
17- Faça muitos companheiros durante a vida e os renove de vez em quando, mas seus amigos verdadeiros estão da porta pra dentro de sua casa.
18- Saúde tem de ser preservada, pois se lhe faltar, pode acontecer de perder a motivação para o restante.
19- Fé e esperança são duas vacinas que não constam em seu cartão, mas temos que tomá-las diariamente.
20- Faça diferente aquilo que todas as pessoas fazem igual.
21- Cuide da natureza.
22- Ensine as pessoas a fazer, oriente e acompanhe os resultados, mas as deixem fazer de um jeito próprio.
23- Respeite os idosos, talvez você receba a graça de ser um.
24- Boa intenção pode não ser suficiente, seja convincente em seu atos e suas palavras para transmitir com coerência o que desejas.
25- Seja paciente, não usando de uma força desnecessária.
26- Humildade é uma grande virtude do homem sábio.
27- Não tenhas medo da morte, ela é um processo natural e certo.
29- De vez em quando ouça a voz do silêncio.
30- Quando achar que vai explodir, faça-o isoladamente.
31- Faça o que goste, o contrário lhe exigirá maior empenho.
32- Participe de movimentos culturais sempre que possível.
33- Use bem o seu voto, não desperdice-o.
34- Uma dor insuportável ao homem é no bolso.
35- Pense positivamente.

4 de março de 2010

http://www.digitopolis.com.br/blog/

Roberto Carlos - 50 Anos de Música na OCA, Ibirapuera
bruno Principal Adicione o seu comentário

Começa depois de amanhã, dia 5 de março, a partir das 19:00 na OCA, a grande exposição “Roberto Carlos - 50 Anos de Música”, sobre a obra do artista mais popular do Brasil. Foi o próprio Roberto Carlos quem teve a idéia, em 2002, de fazer a mostra, que faz parte das comemorações de seus 50 anos de carreira, projeto que engloba diversas ações realizadas desde o ano passado.

A exposição ocupará o subsolo e três andares da OCA e passa em revista toda a carreira desse renomado artista, a partir da assinatura de seu primeiro contrato profissional, em 1959, até os dias de hoje.

Interessante que há poucos dias foi incluído aqui no Digitópolis, o e-Book “Cartas de um Menino Moço” de Antônio de Pádua Elias de Sousa, um romance justamente baseado em uma entrevista do rei Roberto Carlos, em um dos seus famosos shows de fim de ano, respondendo ao questionamento da reporter sobre cartas de amor, dizendo: -\”todas as cartas de amor, aos olhos de leigos, parecem ridículas\”!

O e-Book está à disposição no site. Já a exposição tem a seguinte programação:

ABERTURA: 5 DE MARÇO DE 2010

PERÍODO: De 05 de março até 9 de maio de 2010

LOCAL: OCA - Pavilhão Lucas Nogueira Garcez

ENDEREÇO: Av Pedro Alvares Cabral S/Nº - Portão 3 - Parque do Ibirapuera

HORÁRIOS: De terça a domingo de 10 às 21 horas

Abraços e até breve,

Bruno
50 anos de carreira, Antônio de Pádua Elias de Sousa, Cartas de um menino moço, download, e-book, Exposição, Ibirapuera, Oca, Roberto Carlos

2 de março de 2010

"INTRODUÇÃO - cartas de um Menino Moço"

À...
ou,
ATÉ:...
e ainda,
PARA:...
Av. / Rua / Praça ... – Bairro...
Cidade:...- UF:...
CEP:...

As cartas são endereçadas aos destinatários, sendo de diversas formas, cores, tamanhos e objetivos.

DE:...
Av. / Rua / Praça ... – Bairro...
Cidade:...- UF:...
CEP:...

Identificadas e seladas pelos remetentes são enviadas pelos correios.

Era o início dos anos 80, quando e como milhares de fãs do Rei Roberto Carlos, eu aguardava sua apresentação regulamentar de finais de ano pela televisão. Logo começou o show e entre uma música e outra, ia me interagindo com suas melodias. Após cada intervalo comercial, quando retomava a apresentação, uma repórter o entrevistava. E foi numa destas entrevistas que o ouvi falar sobre cartas de amor. Sendo questionado a este respeito, ele a respondeu mais ou menos com as seguintes palavras:
_ “Todas as cartas de amor, aos olhos de leigos, podem parecer ridículas”.
Pude observar, momentaneamente, a emoção e ao mesmo tempo o espanto da repórter. Parecia que havia ficado sem entender o que ele queria dizer. Logo o Rei, o maior cantor romântico e mais respeitado do Brasil.
Mas todo Rei, é por natureza Majestade e sabiamente percebendo a situação, deu a ela uma explicação, com a habilidade que lhe é peculiar:
_ “Os conteúdos de cada uma destas cartas, somente dizem respeito e interessam ao seu remetente e destinatário, ou seja, a quem escreveu e a quem irá recebê-las, pois trata-se de coisa íntima e pessoal, fazendo sentido apenas aos personagens protagonistas de fato e de direito”.
Foi então que comecei realmente a pensar como isto era uma grande verdade. E apesar de, naquela época, já ter tido muitas namoradas, poucas vezes havia escrito para alguma delas. Talvez por timidez ou vergonha, ou nem mesmo saber o que escrever, ou ainda, poderiam outras pessoas pegar pra ler, iriam rir de mim? Mas se uma Majestade está dizendo em rede nacional, sem medo de cantá-las, por que não fazer também? Claro que sem a menor pretensão de me comparar com ele! Apenas de seguir um bom exemplo.
E depois da narrativa acima, comecei a pensar e me aventurei tanto na realidade como na ficção a tentar escrever um pouco mais. Na realidade as minhas namoradas passaram a receber mais cartas e na ficção vim amadurecendo, na mente uma estória, que venho lhes relatar a partir daqui.
Esta estória poderia fazer parte da minha, da sua ou mesmo a do próprio Rei, sendo qualquer semelhança real, uma simples coincidência. Poderia dar vida ao personagem desde a infância, criando várias situações cotidianas, mas vou pular etapas, dando a ele uma maior idade, já a partir da fase adulta.
Então, esta estória inicia se assim:

"INTRODUÇÃO - Meu Abcdário"

III- Introdução:


Resolvi em Julho/2002, escrever meu próprio ABCDário formulando assim algumas opiniões pessoais sobre o que colecionei durante meus então 42 anos de vida, o qual descrevo sob duas vertentes, uma otimista (salutar), a outra pessimista (insalubre).
E por quê sob duas óticas?
Simplesmente porque, tudo nesta vida tem sua contrapartida, senão vejamos:
Alegria e Tristeza
Amor e Ódio,
Aprender e Ensinar,
Bem e Mal,
Branco e Preto,
Céu e Inferno,
Dia e Noite,
Direito e Esquerdo,
Feio e Bonito,
Frente e Verso,
Homem e Mulher,
Justiça e Injustiça,
Liberdade e Prisão,
Par e Impar,
Sim e Não,
Vitória e Derrota
e
Exemplos e Etc...
Sem ser pretensioso e querer que estes acrósticos sejam um referencial para alguém, eu apenas externei meus conceitos sobre algumas palavras que considerava chaves para a conduta de uma vida simples e serena, seguindo alguns princípios básicos e morais de relacionamentos, onde se possa ter opção de qual caminho seguir.
É evidente que terei crítica, pois como disse antes, são opiniões subjetivas que deverão assim ser tratadas e compreendidas, que em momento algum, foram descritas como regra geral.
Poderia tentar trabalhar com mais de uma palavra (substantivo, adjetivo, verbo, etc...) de cada letra de nosso alfabeto, aqui peço desculpas às K, W e ao Y , que antes da reforma ortográfica não faziam parte do idioma português, mas escolhi apenas uma, àquela que no momento parecia ter melhor significado para expressar esta crônica.
As outras... Ah! As outras... São tantas, que não sei se daria conta.
E cheguei aqui:

26 de fevereiro de 2010

"Adeus"

ADEUS

Adeus...
Hoje recebi certa ânsia...
Parece que é o meu dia...
A certeza que trago da infância...
Talvez, chegada à minha hora...
Acho que é o momento...
De estar indo embora...
O tempo rouba o pensamento...

Então resolvi registrar...
Posso não conseguir falar...
Foram muitos acontecimentos...
Misturas de sentimentos...
Mas com sinceridade...
A quem tive amor, eu amei...
Também outra verdade...
A ninguém, odiei...

Desculpas, não vou lhes pedir...
O que fiz está feito...
Sei, não fui o cara perfeito...
Mas procurei progredir...
Entre erros e acertos, aprendi...
Exemplos segui e deixei...
Assim vou despedir...

Tive motivação e conduta...
Humildade, respeito e esperança...
Jamais abandonei minha fé...
Nela foi que me criei...
Assim neste mundo passei...
Às vezes chorando, outras sorrindo...

Esta foi minha luta...
Este fica de lembrança...
Então um tchau ou até...
Reencontrá-los-ei de novo eu sei....
Na minha crença, me preparei...
Beijos, com saudades, agora, estou indo...

À Deus.

07/10/06

"Tirando a venda"

“TIRANDO A VENDA”


Uma das filhas de Zeus e Têmis.
Para os Gregos Diké,
De olhos abertos, assim é.
Aos Romanos Iustitia,
De venda, a meu ver, não devia.

Vendada no séc. XVI por artistas alemães.
Que acredito não entender as questões.
Imparcialidade e igualdade aos homens sim.
Mas uma visão ampla aos atos e ações.
Atentando para os meios e os fins.

Não há em litígio, diferença entre as partes.
Sejam ricos, pobres, humildes ou poderosos.
Que me desculpe as artes!
Mas temos que enxergar para veredictos honrosos.

Tirando a venda eu entendo,
Para servir a todos em comum.
E estarem, os Magistrados, sempre vendo.
Tendo as sentenças erro algum.

Muitas vezes o justo difere do legal,
Então passamos à justiça a palavra final.
Num ato de confiança e entrega,
Logo ela não pode ser cega.

Numa corrente moderna e futurista,
Na certeza de que a OAB acate e entenda.
Que me desculpe o artista!
Mas proponho que tirem a venda.

19/07/09

"Agenda"

AGENDA

De “A” até “Z”,
Escrevi pra você,
Sem nenhuma emenda,
Ficou assim a minha agenda.

Em “A” , desenhei nosso amor,
No “B”, encontrei os seus beijos.
Corações cruzados em “C”,
O destino marcou este dia.

Esperança estampada em “E”,
Na felicidade firme dos filhos.
Do “G” o grande gostar,
“H”, homenagens e história.

Ilustrações e inspirações sem iguais,
Juntos ficamos em Junho.
O “L”, trás as lembranças,
De que em “M”, busco muito mais.

Novo norte em nós,
Obrigado, pelo seu olhar,
O “P”, projeta a paixão,
Querendo só por querer.

A razão, refaz o sentimento,
Que no “S”, seu nome soma ao meu.
Tudo é ternura com o tempo,
E “U”, me diz que és única.

Você, minha vida agora,
Xeque-mate do meu xadrez,
E zeloso retorno ao “A”.

27/10/03

"Atleticano"

ATLETICANO


Na vida há coisas mensuráveis,
Outras inexplicáveis.
Umas, ao alcance da mão,
Outras, apenas do coração.

Estas, são únicas e raras
E por isto são caras.
Mas não se atribui um valor,
Pois são algo do amor.

A força, a fé e a esperança,
De um hino, que se aprende em criança.
O preto e branco são as cores,
Às outras, nunca serão melhores.

Isto é coisa de sentimento,
Aos outros não cabe julgamento.
Somente sendo um para crer
E isso nos faz viver.

A paixão é a realidade.
O amor, a nossa verdade.
Atleticano nasce Atleticano.
Somente Deus é soberano.

17/12/05

"Firme e forte"

FIRME E FORTE

Esta é minha arte
A levo em toda parte
Sempre firme e forte
Não tenho medo da morte

Acordo as seis da manhã
De corpo e mente sã
Vou a procura da rima
Assim que é minha sina

Com a viola apaixonada
Ponho o pé na estrada
Meu companheiro é quem me conduz
Este guia se chama Jesus

Tristeza não me domina
Pois tenho quem me anima
Para espantar o meu pranto
Chamo o Espírito Santo

Meu trabalho é gratificante
Nesta vida emocionante
Levo conforto aos filhos meus
Dando graças à Deus.

14/06/03

"Entre quatro paredes"

ENTRE QUATRO PAREDES



Entre quatro paredes,
Cria-se um mundo particular.
Onde nele tudo pode acontecer,
E às vezes por nada interessar.
Da manhã ao anoitecer.

Entre quatro paredes,
É simples questão de conjuntura.
Vinculado ao estado emocional.
Situação de encontro ou ruptura,
Contemplando o racional.

Entre quatro paredes,
O julgamento lhe traz,
A conquista da paz.
Você é o seu juiz,
Fazendo a escolha de ser feliz.

Entre quatro paredes,
Existem a alegria e a dor,
Também o frio e o calor,
Que diferenciam por reflexo,
O amor do sexo.

Seu limite de imaginação ultrapasse.
Desfaça de uma visão cega,
Pois a vida nasce,
Ou a morte chega,
Também entre quatro paredes.

24/02/10

"Perder"

PERDER


Não nos ensinaram a perder.
Isso não faz parte da cultura humana.
Contudo a perda nos faz crescer,
Podendo até parecer filosofia insana.

Toda perda traz consigo uma dor,
Que certamente nos faz sofrer,
Por um objeto, jogo, alguém ou amor,
Mas é sábio aceitar perder.

E a verdade tem de ser dita,
Não tenha medo de tentar,
Só ganha quem acredita,
De novamente recomeçar.

Melhor a decepção de não haver conseguido,
Do que a covardia de não ter tentado.
Pois fica o valor do conhecido,
Em detrimento do arrependimento frustrado.

Perder está na escola da vida,
Também em livros se aprende.
Somente com a experiência adquirida,
Nem sempre ganhar, a gente entende.

Nossa conduta está na palavra prometida,
Não existindo maior verdade,
Perdendo a vida,
Ganhamos à eternidade.


24/02/10

"De amantes"

DE AMANTES

Pedras sobre pedras.
Garimpadas a dois,
Ou retiradas do caminho.
Se problemas surgirem depois,
Irá requerer sabedoria e carinho.

Enfrentando quaisquer circunstâncias.
Nos percalços de cada dia.
Buscando a perfeita união,
Semeando paz e harmonia,
Alimentando o coração.

De quem de fora está,
Não importa o julgamento.
A solução está em conversar,
Fortalecendo o sentimento,
Conjugando o verbo amar.

Tornar sempre belo,
Lapidar a pedra bruta.
Em elogios constantes,
Com respeito e conduta,
Para o brilho de amantes.


12/01/10

"Nada pra fazer"

NADA PRA FAZER


Nada pra fazer eu tinha,
Eu não tinha nada pra fazer.
Então peguei lápis e papel,
E logo comecei a escrever.
Surpreendentemente fiz uma linha,
Assim fui da terra ao céu.

Viajando por este mundo,
Também no da fantasia.
Com orgulho de vagabundo
Rabiscando poema ou poesia.
Não que eu seja, um grande vadio,
Mas é assim que eu crio.

Voltando ao passado, sem muita ânsia,
Como era bom meu tempo de infância!
Retornando ao presente e o futuro projetando,
Indo e voltando, na mente vou viajando.
Registrando as lembranças no emocional,
Arquivo ou acervo não tem igual.

Alegrias, tristezas, vitórias e derrotas,
Amores, ódios, choro, riso e oração.
Sentimentos misturados em algumas notas,
Fazendo pulsar rápido, o forte coração.
Aí vou matando o tempo à escrever,
Antes que ele me mate, sem nada pra fazer.



03/02/04