3 de novembro de 2015

"Um dia"...

"Um dia"...
Um dia, é certo, que nós iremos morrer,
mas em outros muitos tantos, necessitamos viver.
Um dia, portanto, nós iremos nos separar,
mas em outros muitos tantos, precisamos compartilhar.
Então antes que a saudade e a tristeza nos contamine,
é imperativo que tenhamos muito mais, o que nos anime.
Acredito que é fácil conseguir,
começando o dia, com um singelo sorrir.
Almejando a convivência em paz,
numa harmonia que nos satisfaz.
Jamais esquecer o sentimento do amor,
o nobre capaz de vencer qualquer dor.
Não existe uma pronta receita,
só é possível união e amizade pra quem a aceita.
Há muito sacrifício no nosso cotidiano,
mas é dotado de cérebro o ser humano.
A tecnologia encurtou distância, mas diminuiu a conversa,
o ideal é olho no olho, sem muito pressa.
Utilizemos as redes sociais,
mas não esqueçamos os abraços jamais.
Precisamos fazer nossa história,
deixá-la registrada em fotos, filme e memória.
Para que sejamos bem lembrados,
e em muitos momentos nunca esquecidos.
Tenhamos então como diretriz,
viver e fazer mais alguém feliz,
tendo a certeza que temos outro dia,
e que tudo finda, um dia...
Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG
03/11/15

23 de outubro de 2015

"O Ser Atleticano"

O Ser Atleticano
            
O Ser Atleticano vem da hereditariedade,
portanto já nascemos prontos,
participamos onde for, com extrema solidariedade,
entusiasmando o time em todos os confrontos.

Eu adquiri o gene do meu pai
e repassei aos meus filhos a enorme paixão,
de geração em geração assim vai,
tatuando, corpo, alma e coração.

Nos diferenciamos dos demais torcedores,
pois nosso canto é bendito
e juramos fidelizar nossos amores,
no mantra do “eu acredito”.

De peito aberto e cabeça erguida,
muito orgulhoso vos falo,
somos a melhor torcida,
"aqui é Galo"!

Nossos títulos questionem jamais,
os deixamos marcados na história,
as lutas os fizeram épico, frente aos rivais,
registrados em arquivos e memória.

O valor da conquista está na batalha,
tornando a vitoria inesquecível,
jogo por jogo em fio de navalha,
por isso que se torna incrível.

Não discuta comigo se não fores um,
pois somente sabe o que é soberano,
tendo o sentimento comum,
o Ser Atleticano.
       
 13/10/15
 Antônio de Pádua Elias de Sousa   
 Formiga-MG
                                              


2 de setembro de 2015

"Do berço ao zoológico"

Do berço ao zoológico


                                   É muito comum, ouvirmos as pessoas se referirem a quem é descendente de família rica como:
                                   - “Esse nasceu em berço de ouro”.

                                   E crítica, em tom de zombaria, àqueles que têm pouca instrução:
                                   -“Educação vem de berço”.

                                   Vejam, portanto que, via de regra, dinheiro além do berço, compra também educação, no seu sentido escolar, ou seja, ensino acadêmico.

                                   E temos também aqueles, que não tendo o tal dinheiro, adquiriram a educação por herança, sendo esta uma sucessão de seus avós e pais, sendo que muitas vezes, não são acadêmicas, apenas institucional.

                                    Contudo, tem um ditado que diz:
                                   -“Toda regra tem exceção”.

                                   Assim a vida me ensinou que não importa o berço, se de ouro, ou de capim, ela sempre nos apresentará gente boa ou ruim, com ou sem educação, letrada ou iletrada, com ou sem caráter, mas teremos de conviver e discernir quem é qual.

                                   Muitos nascem e passam a vida toda, ou parte dela, numa casinha simples, andando de um curral para um chiqueiro, tendo entre eles um galinheiro, para ganhar o alimento, em sacrifício e labuta, no entanto são exemplos de ensinamento, de postura e conduta.

                                   Já outros, nascido em mansões, em vida de luxo e ostentações, desconhecem o respeito humano, fazendo do ter o seu valer, sendo verdadeiros tiranos, atribuindo valor ao poder.

                                   Mas desde que o mundo é mundo, convivemos inicialmente, entre animais domésticos, ou seja, bois, porcos, galos, ovelhas, cabras, cachorros, gatos e pássaros. Estes são de bom relacionamento, às vezes se irritam, mas também pudera, é fruto do tratamento recebido, sendo este via de mão dupla.

                                   Mais tarde, em nosso cotidiano, aprendemos que existe um grande zoológico a desvendar, onde nos defrontaremos com leões e tigres, espécies que ficam na espreita, usam da força e do poder, para tentar nos dominar, esperando a hora de dar o bote, a fim de eliminar-nos, seja pra saciar a fome, ou por diversão, então temos de nos tornar hábeis, para enfrentá-los dia a dia.

                                   Aparecem raposas, lobos e coiotes, de hábitos noturnos, sorrateiros, que usam da esperteza para atacar. Logo, todo cuidado é pouco, portanto, é sempre bom e aconselhável ficarmos vigilantes para não sermos surpreendidos.

                                   Vêm também as hienas, risonhas, mas carniceiras, como os abutres e urubus, que esperam o desfecho da situação, para fazerem suas festas particulares. Estes gostam de coisas ruins e ficam na vigília apenas buscando as sobras para se deliciarem.

                                   Temos também os macacos, astutos, brincalhões, mas num momento de descuido, lhe tiram algo importante, sem o menor constrangimento ou sentimento de culpa. Vigaristas estão sempre trapaceando com o alheio, tentando tirar algum proveito.

                                   Encontramos os elefantes e hipopótamos, que usam do seu tamanho, peso e força, pra passar por cima de qualquer um, sem senso moral, ético e com muita arrogância. Assim ficar à distância é uma boa estratégia para não nos machucarmos.

                                   Nos deparamos com veados e gazelas, que apesar da aparência pacata e resguardada, são capazes de atingir-nos com coices e chifradas, sem o menor pudor. Um senso de cautela é prudente, com fins a evitarmos decepções.

                                   Vimos ainda as preguiças, que de bobas não têm nada, pelo contrário, fingem que dormem, mas na primeira oportunidade que tiverem, nos atacarão com suas unhas longas e cortantes e dentes afiados.

                                   Conhecemos também as girafas, que com seus pescoços longos, estão de olhos e ouvidos atentos e ao menor sinal presença, estão prontas aos coices e cabeçadas. Como são desproporcionais, é bom prestarmos bastante atenção também aos seus movimentos.

                                   E por fim as cobras, o pior dentre os animais, que como todos os bichos peçonhentos, nunca são confiáveis e estão sempre prontos ao ataque, sendo estes notoriamente na surdina, ou seja, ocultamente, sem que percebamos seus atos, pois são traiçoeiras e maliciosas por natureza,  jamais demonstram algum arrependimento e quando irão atacar. Sendo estes ataques, muitas vezes mortais, caso não tenhamos os antídotos para o combate, é prudente a vigilância e atenção redobradas.

                                   Então do berço ao zoológico vamos passando pela vida, conhecendo diversos animais e como, na sua maioria, não somos capazes de prendê-los, sendo inclusive proibido por lei suas caças, é bom e aconselhável aprender a conviver com eles, para não sermos surpreendidos e decepcionarmos com atitudes predadoras e instintivas.

                                   Se vale como conselho: “não necessitamos ser bravos, quando nos basta apenas ser inteligentes”.



          Antônio de Pádua Elias de Sousa
                            01/09/15



11 de julho de 2015

"No silêncio do chimarrão"

No silêncio do chimarrão
  
No silêncio do chimarrão,
Eu conto a minha história.
Sem o filme da reconciliação,
Cenas ficam na memória.

Era 05 de julho,
No ano do tri mundial.
Por inexperiência ou orgulho,
Sem ser receptivo, muito menos cordial.

Suavemente, a “Adeus Ingrata”.
Ficou o Empório Darci.
A canção que hoje retrata,
Meu amor de Cacequi.

No Hermes da Fonseca, a buscava.
Todas as noites, eu me lembro.
Senti então que a distância aumentava,
Eu em maio e ela novembro.

Aquele amor de infância,
Que revi no carnaval do Grêmio Apolo.
Não soube valorizar sua importância,
E nestes versos agora me consolo.

Sentados lado a lado,
Perdi minha paixão.
Pagando o erro por ter me calado,
No silêncio do chimarrão.

 Antônio de Pádua Elias de Sousa 

 12/11/10

7 de maio de 2015

"LUA"

LUA



Me permita chamar-te estrela,
Mesmo não tendo própria luz.
E a noite tornando bela,
Teus mistérios me seduz.

Apresenta-nos quatro fases.
Seus encantos, minhas inspirações.
Das pautas e das notas são as claves,
Transformadas em emoções.

Surgindo sempre nova.
Crescente junto a devoção.
Linda e cheia me põe à prova,
Jamais minguante admiração.

Seus efeitos dizem até,
Astrônomos, geólogos e poetas,
Responsáveis pelas marés
E confidências de paixões secretas.

Lua, amiga seresteira,
Desperta amores e saudades traz.
És tu minha companheira,
Nessa noite lhe quero paz.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
19/01/10

1 de janeiro de 2015

"Eu disse sim"

 “EU DISSE SIM”

Em seu altar, duas velas coloquei,
As acendi e por Ti chamei.
Na minha pequena fé, eu esperei,
Como Maria, eu disse sim e rezei.

Depois, em silêncio, olhei a luz,
Neste instante, ofertei Lhe, minha cruz.
Certo de que a seu modo e tempo, me conduz,
Agradecido, eu disse sim ao Cristo Jesus.

Corpo cansado, um a um, os pecados confessava,
Em sua justa misericórdia, acreditava.
O Santo Espírito, senti que comigo estava.
Novamente eu disse sim e penitenciava.

Na chama, percebi o seu clamor,
Recebestes a cruz, aliviando minha dor.
Transformando-me na sua messe, um trabalhador.
Assim, fielmente, eu disse sim ao seu amor.

Apresento-me hoje ao seu chamado,
Com muita fé, esperança e abençoado.
Ao seu serviço de amor, paz e doação compartilhado,
Eu disse sim, com o humilde coração renovado.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
04/02/09